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9/10 a 18/12 de 2019

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VIP Executive Entrecampos Hotel & Confer

2019 - Curso Portugal Contemporâneo: Rui Ramos - Lisboa (Últimas inscrições)

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2019 - Curso Portugal Contemporâneo: Rui Ramos - Lisboa (Últimas inscrições)
2019 - Curso Portugal Contemporâneo: Rui Ramos - Lisboa (Últimas inscrições)

Local, Data e Hora

9/10 a 18/12 de 2019

VIP Executive Entrecampos Hotel & Confer, Avenida 5 de Outubro 295, 1600-035 Lisboa, Portugal

Informação

Quando: 9 de Outubro a 18 de Dezembro

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Dia - Quartas-feiras - Número de Sessões: 10 - Duração: 19h30-21h30​

Lotação: Limitada a 80 pessoas.

Inscrição: Quota singular: 80€ por pessoa. 

Directores de Curso: Leonor Carneiro, Mário Rosa, Miguel Baptista.

Introdução:

A História tem uma história!

A história recente da História em Portugal pode-se resumir em breves linhas. A ideologia marxista e neo-marxista ocupou as Universidades e, pouco tempo depois, através do ensino obrigatório, todos aprendemos apenas uma visão da história.

Entretanto, por todos os lados, ruiu a ideologia marxista. E, além de ficarmos com uma única visão, acontece também ser ela completamente extemporânea.

Precisámos de um historiador como Rui Ramos para actualizar e apontar uma alternativa à visão que nos impuseram.

Com esta nova visão, não só ganhámos uma alternativa mas também um ponto de vista muito mais abrangente: a dimensão política ganhou preponderância sobre a dimensão económica. Foi a partir daqui que assistimos a uma das maiores novidades que nos trouxe Rui Ramos: «a grande revolução em Portugal nos últimos 200 anos foi a Revolução Liberal, foi aquela que mudou realmente o mundo político e cortou todas as pontes com o passado». 

 «Há um país antes de 1820, ou mais exactamente antes de 1832-34, e outro depois. [...] Com o triunfo da Revolução Liberal mudou tudo na relação dos portugueses com o Estado. Como disse Almeida Garrett, foi nessa altura que um Portugal Velho acabou e começou um Portugal Novo. Todas as instituições, algumas delas seculares, desapareceram. Até acabou a velha relação das pessoas com a terra, que não correspondia à ideia de propriedade individual e absoluta dos dias de hoje. O mapa dos concelhos é todo alterado, na prática destruiu-se um poder municipal que vinha desde o nascimento do país. É também então que começa realmente a separação de poderes. Mas a “maior revolução social da história portuguesa”, como se lhe referiu Alexandre Herculano, também destruiu as condições para um equilíbrio entre o Estado e a sociedade que permitisse a modernização, no contexto de uma sociedade tradicional que vai evoluindo sem destruir.»​

Com o curso que propusemos a Rui Ramos certamente haverá mais novidades interpretativas sobre o Portugal Contemporâneo.

Programa do Curso

I Sessão: 9 de Outubro

Primeira Aula: A história contemporânea de Portugal nos séculos XIX a XXI é mesmo importante? Merece tanta atenção como a fundação do reino no século XII ou as navegações e descobertas do século XV? (19h30 – 20h20)

Segunda Aula:  Porque houve tantas revoluções e guerras civis em Portugal na época contemporânea, a partir da revolução constitucional de 1820? (20h35/21h30)

II Sessão: 16 de Outubro

Primeira Aula: Porque é que a democracia demorou tanto tempo a consolidar-se em Portugal? Porque é que o regime liberal do século XIX não evoluiu gradualmente para uma democracia? (19h30 – 20h20)

Segunda Aula: Porque é que a ditadura salazarista durou tanto tempo? (20h35/21h30)​​

III Sessão: 30 de Outubro

Primeira Aula: Porque é que podemos dizer que a questão religiosa foi a questão mais importante no século XIX e no princípio do século XX? (19h30 – 20h20)

Segunda Aula: Qual o verdadeiro sentido da secularização e da laicização em Portugal? (20h35/21h30)

IV Sessão: 6 de Novembro

Primeira Aula: Porque é que nos séculos XIX e XX fomos muito mais pobres do que a restante Europa ocidental e durante tanto tempo? Já éramos mais pobres antes? E ainda somos pobres? (19h30 – 20h20)

Segunda Aula: Continuação da aula anterior (20h35/21h30)​​

V Sessão: 13 de Novembro

Primeira Aula: Alguma vez Portugal foi um país realmente independente? Devemos pensar em Portugal como um país pequeno, cuja viabilidade depende de apoios externos? (19h30 – 20h20)

Segunda Aula: Continuação da aula anterior (20h35/21h30) 

VI Sessão: 21 de Novembro

Primeira Aula: O que é que deixámos no resto do mundo durante a época contemporânea? (19h30 – 20h20)

Segunda Aula:  O colonialismo português foi melhor ou pior do que os outros? E a emigração: é sempre uma coisa má? (20h35/21h30)

VII Sessão: 27 de Novembro 

Primeira Aula: A história do Portugal contemporânea só foi feita por homens notáveis, reis e grandes políticos? Qual o papel da população mais humilde e das mulheres? (19h30 – 20h20)

Segunda Aula: Continuação da aula anterior (20h35/21h30)

VIII Sessão: 4 de Dezembro

Primeira Aula: Os intelectuais portugueses ajudam-nos a compreender Portugal? Ou o olhar dos estrangeiros é melhor? (19h30 – 20h20)

Segunda Aula: Continuação da aula anterior (20h35/21h30)​

IX Sessão: 11 de Dezembro

Primeira Aula:  Que acontecimentos podemos citar como tendo determinado mais a nossa situação actual, para o bem e para o mal? O salazarismo (1926-1974) ou a revolução de 25 de Abril de 1974? (19h30 – 20h20)

​Segunda Aula: Continuação da aula anterior (20h35/21h30)​ 

X Sessão: 18 de Dezembro 

Primeira Aula: Qual o significado histórico da integração europeia? E é verdade que começou só em 1986?Milagres e Ciência (19h30 – 20h20) 

​Segunda Aula: Continuação da aula anterior (20h35/21h30)​

Professor Rui Ramos:

Rui Ramos licenciou-se em História, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa 1985; seguiu a carreira de investigação no Instituto de Ciências Sociais da mesma universidade, sendo actualmente investigador principal. Doutorou-se em Ciência Política, pela Universidade de Oxford, em 1997.

Além de investigador também foi professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, de 1998 a 2001 e, desde 2001, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

Enquanto historiador, especializou-se na História de Portugal do século XIX e do século XX, estudando sobretudo os aspectos políticos e culturais. Tem-se dedicado em particular à investigação da época do final da Monarquia Constitucional e da Primeira República Portuguesa. Interessa-se também pela História das Ideias Políticas na Europa dos mesmos séculos XIX e XX, tema sobre o qual tem orientado vários seminários no Instituto de Ciências Sociais, no âmbito do programa de Mestrado e Doutoramento em Política Comparada.

É autor de dezenas de artigos publicados em revistas científicas portuguesas e estrangeiras, e de vários livros, entre os quais "A Segunda Fundação", 1994, Volume VI da História de Portugal dirigida por José Mattoso, "João Franco e o Fracasso do Reformismo Liberal", 2001, e a Biografia de D. Carlos I de Portugal, na série dos Reis de Portugal, de 2006. Foi, ainda, um dos Coordenadores da obra em três volumes Dicionário Biográfico Parlamentar', e autor de A Monarquia Constitucional, de 2004-2005.

Em Outubro de 2002, a Academia Europaea outorgou-lhe a distinção de Burgen Scholar “in recognition of excellent academic achievement”. Em 2009 recebeu o Prémio D. Dinis, conjuntamente com Bernardo de Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro pela obra História de Portugal. A 7 de Junho de 2013 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

É Vogal do Conselho de Administração do jornal “Observador”.

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